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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O QUE FOI SEM NUNCA TER SIDO


O ex-vereador Zema vinha há meses articulando a implantação, em Abaetetuba, do Partido Humanista da Solidariedade. Foram inúmeras visitas e articulações. O trabalho penoso vinha dando resultado: quinze pessoas já estavam na lista que seria enviada dia 20 de setembro ao TRE. O resultado poderia ser bem melhor, não fosse o assédio constante de outras legendas aos futuros membros do PHS. Esses ataques sistemáticos, vindos de todos os lados, vinham dando certo, relativamente. Até mesmo membros fundadores, que faziam parte da comissão provisória, seguiram o canto da sereia, sob a promessa de benesses, ou agora ou lá na frente. Abandonaram o barco antes mesmo dele deixar o porto. Mas, comparado ao que ainda estaria por acontecer, isso era "fichinha".
Na tarde desta quinta-feira, Zema passou a disparar telefonemas nervosos aos integrantes do grupo que estava sendo formado. A voz embargada denotava certo abatimento. Bem diferente do discurso efusivo de outros convites para reuniões. À noite, veio a revelação: o PHS havia se tornado uma espécie de "filial", no Pará, do PMDB. A confirmação desse novo cenário veio do até então presidente regional do PHS, Douglas Augusto Schimmelpfenning, que também chorou ao dar essa notícia ao telefone em "viva voz" aos presentes à reunião. Ele mesmo, Douglas, deixaria a legenda, sentindo-se traído pela Executiva Nacional, de onde teria partido a negociação. E disse que precisava ser transparente com Zema, com o qual vinha estruturando a legenda no município.
Encarando o episódio da "compra" do PHS pelo PMDB como boato, Douglas chegou até mesmo a conceder entrevista ao jornal O Liberal, na edição de 30 de agosto, acusando o cacique peemedebista Jader Barbalho de tentar "desestabilizar"a legenda. E quem estaria divulgando tais rumores seria Igor Nascimento, líder da juventude do PMDB no Pará. Igor, agora se sabe, é quem assumirá o PHS paraense.
Nesse novo tabuleiro político, o prefeito do Moju, o peemedebista Iran Lima, seria o manda-chuva do PHS no Baixo Tocantins. Assim, abriria-se mais uma trincheira para a consolidação da candidatura do irmão, Ray Lima, à prefeitura de Abaetetuba, ou, quem sabe, uma vaga de vice em alguma chapa majoritária. Não demorou cinco minutos para que um dos que integravam o grupo de formação do PHS, e que é assessor da deputada Nilma Lima (esposa de Iran Lima), ligasse para o prefeito do Moju e recebesse deste a orientação de que mantivesse os cinco nomes da Comissão Provisória, incluindo Zema, que de pronto recusou, em solidariedade a Douglas Augusto.
Ao Zema foi oferecida uma outra legenda, o Partido Trabalhista Nacional, mas o ex-vereador não pretende assumir, por ora, esse tipo de compromisso. "Estou profundamente decepcionado", disse. Não deixará, contudo, de receber e ouvir, entre terça e quinta-feira da próxima semana, os dirigentes do PTN. Assim como poderá sacramentar sua ida para o Partido Verde. A estratégia, agora, é manter unido o grupo que ele (Zema) tanto lutou para formar. E pelo que se viu da reunião de ontem à noite, essa será a tendência.


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